3 de setembro de 2026
Fonte: Diolinux
Quem pensa em migrar para Linux frequentemente se pergunta se impressoras, mouses, controles e outros periféricos continuarão funcionando. Embora o suporte a hardware tenha melhorado nos últimos anos, ainda há casos em que um dispositivo funciona perfeitamente no Windows mas exige trabalho extra no Linux — e as razões vão muito além da simples falta de driver.
O motivo mais comum é que os fabricantes simplesmente não desenvolvem drivers para Linux, priorizando o Windows por ter mais usuários no mercado de desktops. Mesmo assim, a comunidade Linux consegue frequentemente desenvolver drivers por engenharia reversa, e empresas como 8BitDo e a própria Sony (com controles DualShock e DualSense) já contribuem ativamente. Outro fator importante é que no Linux o suporte a hardware não precisa estar todo dentro do kernel — drivers podem rodar em espaço de usuário ou como módulos externos, o que oferece flexibilidade mas também explica variações de experiência. A distribuição usada também influencia: Ubuntu e Linux Mint oferecem ferramentas gráficas para instalação de drivers, enquanto outras deixam o usuário responsável; versões antigas de bibliotecas (como suporte a 32 bits) podem impedir que drivers oficiais funcionem; e escolhas sobre tecnologias "antigas" podem afetar periféricos legados. A comunidade de projetos como KDE Plasma preencheu muitas lacunas, especialmente em mesas digitalizadoras Wacom. Para evitar problemas, a recomendação é simples: pesquise a compatibilidade do seu hardware antes de comprar.
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3 de setembro de 2026
Fonte: Phoronix
A Open Secure AI Alliance, iniciativa criada pela NVIDIA no início do ano com mais de duas dúzias de empresas para proteger modelos de IA abertos, deixou a gestão da NVIDIA e passa a ser um projeto da Fundação Linux. O movimento reconhece a importância de um organismo neutro para coordenar esforços de segurança em torno de inteligência artificial de código aberto.
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3 de setembro de 2026
Fonte: Desde Linux
O Google lançou o Chrome 152 com foco em segurança futura e melhorias para desenvolvedores. A novidade mais relevante para usuários Linux é o suporte experimental para distribuir o Chrome via Flatpak (formato de pacote que oferece melhor integração com o sistema). A versão corrige 327 vulnerabilidades, dez delas críticas — algumas permitiam burlar o isolamento de segurança do navegador e executar código no sistema.
Entre as mudanças que afetam todos os usuários está a remoção definitiva das extensões baseadas no Manifest V2 (versão antiga da API de extensões): a partir de 31 de agosto, elas serão deletadas da Chrome Web Store, deixarão de receber atualizações e não poderão ser reinstaladas. No Windows, há uma nova camada de segurança com controle de acesso à memória dos processos (desativada por padrão para evitar conflitos com antivírus). Para desenvolvedores, o Chrome 152 adiciona novas ferramentas CSS, suporte a sub-aplicações web isoladas, e em Android traz uma tela unificada para gerenciar senhas e autopreenchimento de formulários.
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3 de setembro de 2026
Fonte: SempreUpdate
Desenvolvedores da AMD enviaram patches para o subsistema de vídeo do Kernel Linux com o objetivo de introduzir o Passive VRR, um recurso que resolve um problema antigo: as piscadas de tela e perdas de sinal que ocorrem ao alternar entre o desktop e jogos em monitores HDMI com suporte a VRR (taxa de atualização variável). O problema acontece porque o sistema operacional alterna o monitor entre uma taxa fixa (como 60 Hz) na área de trabalho e uma taxa variável ao abrir um jogo, causando "soluços" visuais em muitos monitores. O Passive VRR mantém o monitor em estado de taxa variável continuamente, eliminando a necessidade dessa transição e consequentemente as piscadas.
A implementação foi dividida em três partes: criação de novas propriedades no subsistema DRM do Kernel, integração dessas propriedades ao driver amdgpu e uma correção específica para monitores HDMI que usam o padrão HDMI-Forum VRR. O recurso virá ativado por padrão (opt-out) para conectores HDMI compatíveis e é desnecessário para DisplayPort, que já exige transições imperceptíveis. Como se trata da versão 1 dos patches, o código ainda passa por revisão dos mantenedores antes da integração na versão principal do Kernel, sem data confirmada para chegada aos usuários.
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2 de setembro de 2026
Fonte: SoloLinux
Valve lançou uma atualização estável do cliente Steam com destaque para suporte a HDR (imagens com maior contraste e cores) no Remote Play — recurso que permite jogar em um PC transmitindo para outro dispositivo — especificamente para quem usa Steam Deck OLED. A atualização também traz compatibilidade com codec AV1 via SteamRT3 (cliente experimental da Valve), corrige problemas na sincronização com Steam Cloud e na transmissão de vídeo, e facilita a troca entre contas de usuário mesmo com jogos em execução.
Outras melhorias incluem melhor gerenciamento de cores no Remote Play, nova opção para perguntar qual conta usar ao iniciar o Steam (útil em computadores compartilhados), ajustes no Steam Input para evitar que configurações de controle se misturem entre dispositivos diferentes, e uma função de segurança que marca mensagens suspeitas nos chats de grupo. A atualização será instalada automaticamente nos clientes Steam.
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2 de setembro de 2026
Fonte: Debian
A organização europeia de pesquisa em física (CERN) planeja colocar todos os seus 2.200+ computadores industriais e sistemas embarcados rodando Debian 13 até o final de 2026. Esses equipamentos são críticos para o funcionamento dos aceleradores de partículas do centro.
A migração foi tema de apresentação na MiniDebConf de Winterthur, conferência anual da comunidade Debian, onde detalhes técnicos do projeto foram compartilhados com desenvolvedores e entusiastas da distribuição.
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2 de setembro de 2026
Fonte: LWN
O Python 3.13, lançado em 2024, trouxe um compilador JIT (just-in-time) experimental para otimizar a execução de código no CPython. Porém, em junho, o conselho de direção da linguagem anunciou uma pausa no desenvolvimento de novos recursos do JIT até que uma proposta formal (PEP) seja aceita para transformá-lo em parte oficialmente suportada do CPython. Apenas correções de bugs e segurança continuam sendo feitas.
A comunidade trabalha agora na PEP 836 ("JIT Go Brrr: O Caminho para um Compilador JIT Suportado no CPython"), que está em discussão. Embora seja provável que o desenvolvimento do JIT prossiga no futuro, o cronograma permanece incerto até que a proposta seja avaliada e aprovada.
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2 de setembro de 2026
Fonte: Linux Today
O FreeBSD 16 completou a remoção de código licenciado sob GPL (General Public License) do seu sistema base. A mudança reflete uma visão diferente sobre liberdade de software: enquanto o GPL exige que modificações em software livre sejam também distribuídas como software livre, a licença BSD permite uso em software proprietário sem essa obrigação.
Para o projeto FreeBSD, essa limpeza reafirma seu compromisso com a abordagem BSD de permissividade — código que pode ser usado em qualquer projeto, comercial ou não, sem amarras de licença. É uma escolha filosoficamente oposta à perspectiva da Free Software Foundation e do ecossistema GNU/Linux, mas coerente com a história do FreeBSD.
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2 de setembro de 2026
Fonte: Phoronix
A pesquisa mensal de hardware da Steam, divulgada por Valve, mostra que Linux perdeu terreno em agosto de 2026. Depois de ultrapassar a marca de 4% em julho, o sistema operacional recuou novamente para abaixo desse patamar entre os gamers que usam a plataforma.
Enquanto isso, o CachyOS — uma distribuição Linux otimizada para desempenho — segue ganhando popularidade entre jogadores Linux.
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2 de setembro de 2026
Fonte: Blog do Edivaldo
O site kernel.org, repositório oficial do código-fonte do kernel Linux, está sendo sobrecarregado por crawlers de inteligência artificial que geram centenas de milhões de requisições por dia. O volume de tráfego está impactando o uso de CPU e os recursos do servidor, forçando os administradores do site a adotarem medidas mais rigorosas para conter o problema.
Esse tipo de ataque — embora diferente de uma invasão tradicional — ilustra um desafio crescente na internet: empresas de IA treinando modelos através de raspagem massiva de dados públicos, sem considerar o custo para os servidores que hospedam o conteúdo.
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1 de setembro de 2026
Fonte: SempreUpdate
A Microsoft identificou uma campanha sofisticada que evolui a técnica de engenharia social conhecida como ClickFix. O ataque, batizado de TerminalFix, exibe um falso CAPTCHA do Cloudflare em sites comprometidos e convence a vítima a colar um comando malicioso no Windows Terminal ou PowerShell. Diferente de ataques anteriores, essa variante explora ferramentas administrativas legítimas para contornar defesas tradicionais, já que o usuário mesmo fornece a autorização para executar o código.
Após a execução inicial, a campanha estabelece uma cadeia de infecção em múltiplas etapas: baixa um ZIP contendo um executável legítimo e uma DLL maliciosa, usa DLL side-loading para ocultar o malware, implementa esteganografia em imagens PNG para esconder a carga útil, estabelece persistência no Windows e finalmente cria um túnel reverso que transforma o computador comprometido em ponto de acesso à rede interna. A Microsoft observou a campanha em organizações de diferentes setores, mas não registrou explorações manuais posteriores neste momento.
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1 de setembro de 2026
Fonte: Linux Journal
Conforme cargas de trabalho de inteligência artificial saem dos ambientes de pesquisa e entram em produção, elas passam a exigir o mesmo rigor de segurança de qualquer outro serviço crítico. A segurança de IA não é uma disciplina separada: é uma extensão da infraestrutura existente. Um modelo de IA não roda isolado — depende do sistema operacional, runtime de containers, armazenamento, APIs, sistemas de identidade e múltiplas dependências. Se qualquer uma dessas camadas for fraca, filtros de prompts ou moderação de respostas não serão suficientes.
A superfície de ataque vai além do modelo em si. APIs de distribuição, embeddings, sistemas de recuperação de dados, bancos de dados vetoriais, plugins e pipelines de CI/CD agora fazem parte do perímetro de segurança. Um banco de dados vetorial com documentos proprietários precisa dos mesmos controles de acesso de qualquer outro armazenamento. Um endpoint de inferência que aceita entrada de texto arbitrária é um serviço público e precisa de rate limiting e autenticação. A análise de ameaças é a mesma que você aplicaria a uma aplicação web: o que está exposto, quem consegue acessar, o que acontece se for comprometido.
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