Estudo financiado por gigantes de tecnologia questiona custo da lei europeia de soberania na nuvem
A Comissão Europeia propõe a Lei de Desenvolvimento de Nuvem e IA (CADA), que estabeleceria quatro níveis de requisitos para serviços em nuvem usados por órgãos públicos, com os níveis mais altos demandando maior controle sobre a propriedade do provedor e seu software. O ECIPE, um think tank de Bruxelas, divulgou um estudo estimando os custos dessa regulação em dez anos (2027-2036): o cenário intermediário aponta €115 bilhões, o mais conservador €35,6 bilhões e o mais amplo €233 bilhões. O estudo foi financiado pela CCIA (Computer & Communications Industry Association), uma associação da indústria de tecnologia com membros como Amazon, Google, Intel, Cloudflare, Apple e Meta.
No cenário intermediário, aproximadamente €33,3 bilhões recairiam sobre orçamentos públicos (cerca de €159 por pessoa em idade ativa na União Europeia), enquanto €80 bilhões afetariam empresas privadas — caso a Comissão use o Artigo 31 da CADA para estender as regras além do setor público. Cerca de 69% dos custos totais viriam de migração para novos provedores e reescrita de software. O próprio estudo reconhece não incluir benefícios de segurança e resiliência em sua análise, limitando-se aos custos diretos. A Comissão Europeia defende as regras como necessárias para reduzir a dependência de provedores de nuvem fora da UE e fortalecer a autonomia digital europeia.
Fonte original: It's FOSS News ↗