Brave publica comparativo de desempenho, mas metodologia levanta questões
O Brave, navegador baseado em Chromium focado em privacidade, lançou um estudo mostrando que consome 44% menos CPU, 28% menos memória e oferece carregamento 20% mais rápido que Chrome, Edge e Firefox. A vantagem está em seu bloqueador de anúncios e rastreadores integrado, que reduz o trabalho necessário para carregar páginas. Porém, a comparação tem limitações metodológicas importantes.
O teste foi feito apenas em macOS com configurações padrão de cada navegador, o que favorece naturalmente o Brave — navegadores como Firefox e Vivaldi permitem ativar bloqueadores durante a instalação, mas não foram considerados nesse estado. Além disso, as versões testadas (Brave 1.92, Chrome 150 e Edge 150, todos de meados de 2026) não coincidem com a do Firefox (146.0.1, de dezembro de 2025), e usaram uma compilação especial do Firefox via Playwright, não a versão padrão da Mozilla. Quando analisam métrica de desempenho visual (LCP), as diferenças praticamente desaparecem entre navegadores. Como costuma acontecer com testes sintéticos, as melhorias medidas em laboratório nem sempre se traduzem em diferença perceptível no uso real.
Fonte original: MuyLinux ↗