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26 de agosto de 2026 · por Redação

Download Ubuntu Linux: o guia completo para baixar e instalar o sistema do zero

Como fazer o download do Ubuntu Linux com segurança, escolher a versão certa (LTS), gravar o pendrive bootável e instalar passo a passo no seu PC.

Fazer o download do Ubuntu Linux é o primeiro passo de uma jornada que muita gente adia por medo de complicação — e que, na prática, é bem mais simples do que parece. O Ubuntu é hoje uma das portas de entrada mais populares para o mundo do Linux: gratuito, seguro, mantido pela Canonical e com uma instalação totalmente guiada, do tipo "avançar, avançar, concluir". Se você está pensando em trocar o Windows, reviver um computador antigo ou só matar a curiosidade, este guia cobre tudo — de onde baixar a imagem oficial até o primeiro login no sistema já instalado.

A boa notícia é que o processo mudou pouco ao longo dos anos e virou cada vez mais amigável. São basicamente três etapas: baixar a ISO do site oficial, gravar um pendrive bootável e rodar o instalador. Vamos destrinchar cada uma delas com calma, apontando as escolhas que realmente importam e os poucos lugares onde vale a pena prestar atenção para não errar.

Onde baixar o Ubuntu com segurança

Existe um único endereço em que você deve confiar para o download: ubuntu.com, o site oficial da Canonical. Essa recomendação não é frescura. Baixar a imagem de um sistema operacional de um site aleatório é o tipo de atalho que pode terminar com uma ISO adulterada, recheada de surpresas desagradáveis. Vá direto à fonte e você não terá com o que se preocupar.

Ao entrar no site, saiba que a página inicial muda o tempo todo — a Canonical costuma destacar novidades, nuvem e soluções para empresas logo de cara. Ignore esse marketing todo. O que você procura está no menu superior, no botão Download. Ali aparecem duas frentes principais: o Ubuntu Desktop, que é a versão para computador pessoal com a interface GNOME (a "cara" clássica do Ubuntu), e os Ubuntu Flavors, que são variações oficiais com outras interfaces e propostas.

Para a imensa maioria das pessoas, o caminho é o Ubuntu Desktop. Você pode clicar no botão de download direto na página inicial ou entrar na seção do Desktop e baixar de lá — os dois levam ao mesmo lugar. Guarde o nome do arquivo: será algo como ubuntu-XX.YY-desktop-amd64.iso, uma imagem de disco de uns 5 a 6 GB. Deixe o download rolar; enquanto isso, a gente decide qual versão faz mais sentido para você.

LTS ou versão intermediária: qual baixar?

Na tela de download, o Ubuntu costuma oferecer até duas opções: a última versão LTS e a versão mais recente (interina). Entender essa diferença é o pulo do gato de todo o processo.

LTS significa Long Term Support, ou suporte de longo prazo. A cada dois anos a Canonical lança uma nova LTS — como a 24.04 e a 26.04 — e ela vem com uma promessa valiosa: 5 anos de atualizações de segurança garantidas. Ou seja, você instala uma vez e não precisa se preocupar com trocar de versão tão cedo. Para quem quer estabilidade e não se apega às últimas novidades visuais a cada seis meses, a LTS é quase sempre a escolha certa.

E dá para esticar ainda mais. Com o Ubuntu Pro — que é gratuito para uso pessoal, em até cinco máquinas — o suporte de uma LTS se estende para 10 anos. Na prática, quem instala uma LTS hoje pode rodar exatamente o mesmo sistema até a próxima década, atravessando várias gerações de hardware antes de precisar reinstalar. Empresas ainda têm opções pagas de suporte estendido que chegam a 12 ou 15 anos, mas isso já foge do uso doméstico.

A versão intermediária, por sua vez, sai a cada seis meses e traz software mais novo, porém com apenas nove meses de suporte. Ela é ótima para entusiastas que gostam de estar na ponta, mas exige atualizações mais frequentes. Regra prática: se você tem dúvida, baixe a LTS. É a opção que "instala e esquece".

Intel/AMD ou ARM? E os sabores do Ubuntu

Na hora de clicar no botão verde de download, o site pergunta a arquitetura do seu processador. Há duas opções: uma para Intel/AMD (chamada amd64 ou x86-64) e outra para ARM (arm64). A grande maioria dos desktops e notebooks usa Intel ou AMD — então essa é a sua escolha. A versão ARM só interessa a quem tem máquinas com chips como o Snapdragon. Na dúvida, é quase certo que você quer a Intel/AMD.

Vale conhecer também os Ubuntu Flavors, os sabores oficiais. São variações que trocam o ambiente de trabalho GNOME por outro, mantendo a mesma base sólida por baixo. Entre os mais conhecidos:

  • Kubuntu — usa o KDE Plasma, moderno e altamente personalizável;
  • Xubuntu e Lubuntu — leves, ideais para hardware mais antigo ou modesto;
  • Ubuntu MATE e Ubuntu Cinnamon — interfaces tradicionais, confortáveis para quem vem do Windows;
  • Ubuntu Studio — voltado para produção de áudio, vídeo e artes;
  • Edubuntu — com foco educacional;
  • Ubuntu Budgie, Ubuntu Unity e Ubuntu Kylin (este último pensado para o público chinês).

Se você é iniciante, comece pelo Ubuntu Desktop padrão com GNOME e explore os sabores depois. Se a curiosidade bater sobre qual distribuição escolher, temos um guia dedicado às melhores distros para iniciantes.

Confira a integridade da ISO (opcional, mas recomendado)

Este passo é pulado por quase todo mundo, mas separa o usuário casual do cuidadoso. Todo arquivo de download tem uma pequena chance de vir corrompido — e uma ISO com um único bit fora do lugar pode gerar erros bizarros na instalação. Para evitar isso, o site do Ubuntu publica um checksum (uma espécie de impressão digital do arquivo). Depois de baixar, você gera o checksum da sua cópia e compara com o oficial: se forem idênticos, a ISO está perfeita e autêntica.

No Linux ou no macOS isso é um comando de terminal (sha256sum arquivo.iso); no Windows, o PowerShell resolve com Get-FileHash. Se você ainda não tem intimidade com o terminal, vale a pena dar uma olhada em nossos comandos essenciais do terminal Linux — é um conhecimento que rende para o resto da vida. E, repetindo: é opcional. Mas em uma instalação que apresentar erros estranhos, a primeira suspeita deve ser sempre a integridade da imagem.

Criando o pendrive bootável

Com a ISO na mão, o próximo passo é transformá-la em um pendrive bootável — um pendrive do qual o computador consiga "dar boot" para rodar o instalador. Você vai precisar de um pendrive de pelo menos 8 GB (a ISO tem uns 5 a 6 GB) e de um aviso importante: o processo apaga tudo que estiver no pendrive. Se houver arquivos importantes ali, faça backup antes.

Há três ferramentas gratuitas e confiáveis, cada uma com sua vantagem:

  • Rufus — o queridinho de quem está no Windows e quer velocidade. É portátil, nem precisa instalar: você aponta o pendrive, aponta a ISO, clica em Iniciar e em poucos minutos está pronto.
  • Balena Etcher — talvez o mais simples de todos, com uma interface de três passos e versões para Windows, macOS e Linux. Abra, clique em Flash from file, escolha a ISO, selecione o pendrive em Select target e mande Flash.
  • Ventoy — a solução esperta para quem instala sistemas com frequência. Ele transforma o pendrive em um menu de boot: você simplesmente copia várias ISOs para dentro dele (Ubuntu, Fedora, Windows, o que couber) e escolhe qual usar em cada máquina, sem regravar nada.

Escolha uma, aponte a ISO e o pendrive, e aguarde a barrinha chegar ao fim. Quando a ferramenta avisar que terminou, você tem em mãos um instalador do Ubuntu pronto para uso.

Dando boot pelo pendrive

Agora conecte o pendrive no computador onde o Ubuntu será instalado e reinicie a máquina. O detalhe é que o PC precisa iniciar pelo pendrive, e não pelo disco de sempre. Isso se ajusta na ordem de boot, dentro das configurações da placa-mãe (a BIOS/UEFI), normalmente acessadas apertando teclas como F12, F2, Del ou Esc logo ao ligar — varia conforme o fabricante.

Deu certo? Você verá uma tela com opções como "Try or Install Ubuntu". Selecione a primeira e pressione Enter. Se a tela travar ou aparecer bagunçada — o que pode acontecer com certas placas de vídeo —, reinicie e tente a opção "Safe Graphics", que usa um modo gráfico mais conservador justamente para contornar esse tipo de tropeço.

Em poucos segundos você cai no sistema Live: um Ubuntu completo rodando direto do pendrive, sem tocar no seu disco. Esse é um dos maiores charmes do Linux. Antes de instalar qualquer coisa, você pode testar o sistema à vontade — abrir o menu de aplicativos, navegar na internet, checar se o Wi-Fi e o som funcionam, sentir se a interface agrada. Nada disso é gravado no computador. Gostou? Então é hora de instalar de verdade.

A instalação passo a passo

O instalador do Ubuntu é totalmente guiado e conversa com você em português. Basta seguir as telas:

  • Idioma: escolha Português (Brasil) e avance.
  • Acessibilidade: se precisar de leitor de tela, alto contraste, texto maior ou ampliação, ative aqui; senão, apenas avance.
  • Layout do teclado: se seu teclado tem a tecla ç, deixe em Português (Brasil). Há uma caixinha para testar as teclas e conferir se os acentos saem certos.
  • Rede: conecte no Wi-Fi (ou use o cabo) para já baixar atualizações durante a instalação. Também dá para deixar para depois.
  • Instalar ou experimentar: escolha Instalar o Ubuntu.
  • Tipo de instalação: Interativa é a opção normal, guiada passo a passo. As opções "automatizadas" só interessam a empresas configurando dezenas de máquinas iguais.
  • Aplicativos: a instalação Padrão traz o essencial e um navegador; a Completa já vem com suíte de escritório e joguinhos. Você pode instalar qualquer coisa depois pela loja de aplicativos, então escolha o que preferir.
  • Software proprietário: marque as duas caixinhas — drivers de terceiros (Wi-Fi e placas de vídeo) e suporte a formatos de mídia como MP3 e MP4. Sem elas, alguns hardwares e arquivos podem não funcionar direito.

Particionamento: o único passo que exige atenção

Aqui o instalador pergunta como instalar. Se houver um Windows ou outro sistema no disco, aparecerá a opção de instalar o Ubuntu ao lado dele (o famoso dual boot). Se o disco estiver livre ou você não quiser manter nada, a opção "Apagar disco e instalar o Ubuntu" resolve tudo automaticamente — é a escolha mais indicada para iniciantes.

Atenção máxima: apagar o disco significa apagar tudo. Faça backup de qualquer arquivo importante antes de continuar, porque depois que a instalação começa não há volta. Usuários avançados podem escolher o particionamento manual para separar, por exemplo, uma partição só para o /home (onde ficam seus arquivos pessoais). A vantagem é poder reinstalar o sistema no futuro sem tocar nos documentos. Quem tem 8 GB de RAM ou menos também pode criar uma pequena partição de swap (uma memória auxiliar) para evitar travamentos. Mas, se você está começando, deixe o instalador cuidar disso: a opção automática funciona muito bem.

Criptografia, conta e finalização

O instalador oferece criptografar o disco. Em um desktop caseiro, dá para dispensar. Já em um notebook que você leva para a rua, a criptografia é altamente recomendada: ela impede que alguém com acesso físico ao disco leia seus arquivos. Se ativar, guarde muito bem a senha — perdê-la significa perder o acesso aos dados, sem recuperação.

Na sequência, você cria sua conta: seu nome, o nome do computador (como ele aparece na rede), um nome de usuário e uma senha. A opção "solicitar senha para entrar" deixa o login protegido a cada inicialização — mantenha marcada. Depois é só escolher o fuso horário (para o Brasil, América/São Paulo cobre o horário de Brasília) e chegar à tela de revisão. Confira tudo com calma e clique em Instalar. Agora é esperar a barra encher — alguns minutos, dependendo da máquina.

Primeiro boot: o sistema é seu

Concluída a instalação, o Ubuntu pede para reiniciar. Vai aparecer uma mensagem pedindo para remover o pendrive e pressionar Enter — faça isso, ou o computador pode dar boot pelo instalador de novo. O sistema reinicia e desta vez inicia pelo disco, na sua instalação novinha.

No primeiro login, uma tela de boas-vindas oferece alguns ajustes: serviços de localização, envio (opcional) de dados de diagnóstico para a Canonical e a escolha entre tema claro ou escuro e uma cor de destaque. Configure ao seu gosto. E um conselho de ouro logo de cara: abra o atualizador de programas (ou rode sudo apt update && sudo apt upgrade no terminal) e instale as atualizações pendentes. Acabou de formatar, é normal haver algumas centenas de megabytes esperando.

A partir daí, o mundo é seu. A loja de aplicativos instala com um clique programas como navegadores, Spotify, Steam, editores e o que mais você precisar — tudo com a segurança e a privacidade que fizeram a fama do software livre. Sem propaganda escondida, sem telemetria agressiva, sem assistente empurrado goela abaixo.

Conclusão

Fazer o download do Ubuntu Linux e instalá-lo se resume a três movimentos: baixar a ISO oficial em ubuntu.com/download/desktop, gravar um pendrive bootável com Rufus, Balena Etcher ou Ventoy, e seguir o instalador guiado até o fim. Pode parecer longo na primeira vez, mas cada etapa é simples — e o resultado é um sistema estável, gratuito e que se mantém atualizado por anos, especialmente se você optar por uma versão LTS com o Ubuntu Pro gratuito.

Se você chegou até aqui, já tem tudo o que precisa para dar o passo. Baixe a imagem, prepare o pendrive e reserve uma tarde tranquila. Do outro lado da instalação está um computador mais leve, mais privado e totalmente sob o seu controle — e, quem sabe, o começo de uma bela amizade com o pinguim.

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